Squirt: O Que É a Ejaculação Feminina

Actualizado a 16 Jun 2026
Squirt
O squirt (ou squirting) é o nome popular para a ejaculação feminina — a expulsão de fluido pela uretra durante a excitação sexual ou o orgasmo. Apesar de rodeada de mitos e controvérsia, a ejaculação feminina é um fenómeno fisiológico real, documentado pela ciência e experimentado por muitas mulheres.

O Que É Squirting

O squirting (do inglês to squirt, esguichar) refere-se à expulsão de fluido pela uretra feminina durante a estimulação sexual intensa, tipicamente associada à estimulação do ponto G. O volume de fluido varia consideravelmente — de algumas gotas a quantidades mais expressivas.

É importante distinguir dois fenómenos que frequentemente se confundem:

  • Ejaculação feminina — Produção de um fluido espesso e esbranquiçado pelas glândulas de Skene (homólogas à próstata masculina), geralmente em pequena quantidade
  • Squirting — Expulsão de um fluido mais abundante e diluído pela uretra, que contém componentes provenientes da bexiga diluídos com secreções das glândulas de Skene

Na prática, ambos os fenómenos podem ocorrer em simultâneo e são referidos coloquialmente como "squirt".

Como Acontece

O squirting está tipicamente associado à estimulação do ponto G (zona de Grafenberg), uma área sensível localizada na parede anterior da vagina, a 3-5 cm da entrada:

  • Estimulação do ponto G — Pressão rítmica com movimentos de "vem cá" na parede anterior da vagina
  • Relaxamento — Muitas mulheres referem que é necessário "deixar ir" — a sensação inicial pode assemelhar-se a vontade de urinar, e é preciso não contrair
  • Excitação intensa — O squirting ocorre geralmente em estados elevados de excitação, frequentemente após estimulação prolongada
  • Combinação de estímulos — A estimulação simultânea do clitóris e do ponto G aumenta a probabilidade

O Que Diz a Ciência

A investigação científica sobre a ejaculação feminina tem avançado significativamente nas últimas décadas:

  • Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine (2015) analisou a composição do fluido e concluiu que contém componentes da bexiga (ureia, creatinina) mas também PSA (antigénio específico da próstata), produzido pelas glândulas de Skene
  • As glândulas de Skene, localizadas junto à uretra, são o equivalente feminino da próstata e produzem um fluido próprio durante a excitação
  • A capacidade de squirting varia entre mulheres e depende de factores anatómicos (tamanho das glândulas de Skene), nível de excitação e relaxamento muscular

Mitos e Factos

Mito: "Squirt é urina."
Facto: O fluido do squirting contém componentes provenientes da bexiga, mas também secreções das glândulas de Skene que não estão presentes na urina. Não é urina pura, mas também não é um fluido completamente independente. A ciência considera-o uma mistura.

Mito: "Todas as mulheres podem fazer squirt."
Facto: Nem todas as mulheres experimentam squirting, e isso é completamente normal. A anatomia das glândulas de Skene varia entre mulheres, e alguns corpos simplesmente não produzem este fenómeno. Não é uma medida de prazer ou de capacidade sexual.

Mito: "Se não fazes squirt, não estás a ter prazer suficiente."
Facto: O squirting não é indicador de prazer ou de orgasmo. Muitas mulheres têm orgasmos extremamente intensos sem nunca fazer squirt, e vice-versa. Cada corpo funciona de forma diferente.

Dicas Práticas

Para quem deseja explorar o squirting, algumas sugestões:

  • Não colocar pressão — a obsessão com o resultado é contraproducente
  • Investir na estimulação do ponto G com movimentos de pressão rítmica
  • Combinar com estimulação clitoriana
  • Estar relaxada e confortável — a sensação de "vontade de urinar" é normal e é sinal de que se está no caminho certo
  • Colocar uma toalha na cama para maior conforto e despreocupação

Saiba Mais

Para um guia completo sobre como fazer squirt e as técnicas de estimulação correctas, leia o nosso artigo Squirt: Como Fazer uma Mulher Esguichar.

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Perguntas Frequentes

Squirt (ou squirting) é o nome popular para a ejaculação feminina — a expulsão de fluido pela uretra durante a estimulação sexual intensa, tipicamente associada à estimulação do ponto G. É um fenómeno fisiológico real, documentado cientificamente.
Não exactamente. Estudos científicos mostram que o fluido do squirting contém componentes provenientes da bexiga, mas também secreções das glândulas de Skene (equivalente feminino da próstata) que não estão presentes na urina. É considerado uma mistura de fluidos.
Não. A capacidade de squirting varia entre mulheres e depende de factores anatómicos, como o tamanho das glândulas de Skene. Não conseguir fazer squirt é completamente normal e não é indicador de menor prazer ou capacidade sexual.
O squirting está tipicamente associado à estimulação do ponto G com pressão rítmica, combinada com estimulação clitoriana e um estado de relaxamento profundo. Não deve haver pressão para atingir o resultado — a descontracção é essencial.

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